Uberaba, 23 de julho de 2010
Querida mamãe,
Hoje a carta é sua e confesso que não sei exatamente o que dizer. Acho que a nossa relação de amizade e cumplicidade já expressa o que temos a dizer um ao outro, não é?
Então que essa carta soe mais como um agradecimento. Obrigado por todos esses anos de dedicação e esforço sem medidas, por mim e por meu irmão, por todo o carinho, por todo o respeito, pelas conversas que tivemos e sempre temos lá na cama do seu quarto, obrigado por me aceitar e me respeitar do jeito que eu sou, por acreditar e investir em mim, por toda a preocupação de mãe, ou melhor, de mãezona!, pelos sacrifícios, enfim, por tudo.
E, ao mesmo tempo, me desculpe se eu não te ajudo tanto quanto deveria em casa, se eu dou alguma resposta malcriada de vez em quando (não é resposta malcriada, é argumentação!), se eu pareço um tanto ingrato, ou se pareço desvalorizar seu trabalho incansável e interminável de dona de casa, se eu não digo “eu te amo” o tanto de vezes que você merecia ouvir... Mas você sabe que você é a pessoa que eu mais amo nessa vida e que, por mais que eu não demonstre explicitamente, isso nunca vai mudar.
Que você ainda viva muitos e muitos anos pra que estejamos juntos durante todos eles. Um beijo e um abraço. Te amo!
Natan
Natan, que lindo @.@