5 de dez. de 2010

Dia 16 - Alguém que não está no seu estado/país

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Uberaba, 13 de novembro de 2010.

Rodrigo,

Bee! Como vai você NOW? Espero que ahazando, como sempre.

Na verdade, eu fiquei em dúvida em relação a qual seção você deveria estar. Primeiramente, quando você ainda estava offline do mundo virtual, eu iria te colocar como pessoa que mais sinto falta, mas, depois que você voltou, ficou fora de contexto. Então decidi te deixar aqui mesmo, na pessoa que está em outro estado.

Por falar nisso, é uma puta falta de sacanagem você estar aí no norte e eu estar aqui. Sério mesmo. A gente iria ahazar TANTO se estivéssemos na mesma cidade, no mesmo bairro, na mesma rua \2ok. Isso iria me poupar o trabalho de pular da cadeira e dizer "BEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!" toda vez que eu te vejo entrando no MSN, porque é exatamente isso que eu faço todas as vezes. Juro pela espada. Isso porque nós nos falamos/falávamos quase todo dia, né? Pois é.

Não sei se já comentei, mas você é a pessoa que mais me faz rir com os emoticons. Embora parte deles você pegue de mim (sua safada \2ok), você os usa como ninguém. Minhas noites de inverno não são mais as mesmas sem você lá no MSN pra me manter acordado até as duas da manhã com seus comentários pitorescos sobre NB. Sabe que eu fiquei até com dó de começar a escrever Entre o Amor e o Fogo porque você não estaria lá pra fazer comentários ao vivo?

Mas não tem problema. Nesse momento eu estou sem Internet, digitando aqui só pra deixar salvo, mas eu vou te mandar emails a lot. Provavelmente, quando você ler esse texto, minha net ainda não vai ter voltado, mas isso é o de menos. O que importa é o glamour -n.

Enfim, espero, do fundo do meu coraçãozeenho góteko, que um dia a gente se veja pra gente ahazar juntos. Precisamos fazer isso com vigor. No mais, você sabe, te amo e penso em você todos os dias. Você é a bee mais mara que eu já conheci EVER. Ahaza sempre!

Naytan

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Dia 15 - A pessoa de quem você mais sente falta

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Vide Dia 1

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Dia 14 - Alguém de quem você se afastou

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Uberaba, 12 de outubro de 2010

Querido Mateus,

Na atual situação em que nos encontramos, acredito que não seja muito apropriado referir-me a você como "querido", mas vou fazê-lo por força do hábito e que, por bem ou por mal, você ainda me é bem quisto.

Dizem que pra tudo existe uma razão. Demorei tanto pra dar continuidade a esse projeto e olha pra quem é minha carta agora. Só por curiosidade, você sequer estava na lista de destinatários que eu fiz há algum tempo, mas agora está. E essa carta não poderia ser entregue a alguém mais apropriado num momento tão oportuno quanto esse. Vai ver é por isso que tive a ideia de voltar a escrever agora e acabei constatando que a próxima carta seria exatamente a sua.

Enfim. Posso dizer que não faço a mínima, a MÍNIMA ideia do porquê de termos nos afastado. A única coisa de que tenho imaculada certeza é de que a culpa não foi minha. Foi tão estranho que fica até difícil explicar. Antes das férias, estávamos bem, dentro da nossa dita normalidade, entre tapas e beijos. Depois das férias, você volta completamente mudado. Ainda assim, eu tentei. "A gente nunca deve desistir das pessoas". Foi o que eu fiz: não desisti. Tentei mais uma vez. E você sempre com suas respostas lacônicas, descarado desinteresse e frieza. Você dizia que eu reclamava demais. Notou que eu parei de reclamar? Pois parei. Também notou que há quase dois meses nós não trocamos sequer um "bom dia"? Disso já não tenho tanta certeza.

Digo-te que quem sai perdendo é você. É óbvio que eu não estou pulando de felicidade, afinal sempre te considerei meu amigo e te amo como tal, mas você perdeu muito mais que eu, posso te garantir. Por dois motivos: porque tenho quase certeza de que você jamais irá encontrar, novamente, alguém que lhe seja tão devotado quanto eu fui e porque você não perdeu só a mim. Perdeu outra pessoa que, essa sim, tenho certeza absoluta, significava demais pra você.

Você transmite essa imagem grandiosa de independência, frieza, "tanto faz", blasé, mas, olha, você não é nada disso. Só te falta maturidade. Quanto a isso, não há Natan no mundo que vai conseguir te ensinar, só o Tempo. Pena que até lá já vai ter sido tarde demais, não é? Paciência. Paciência é uma virtude.

Atenciosamente

Natan

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7 de ago. de 2010

Dia 13 - Alguém que você queria que te perdoasse

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(Carta devolvida - destinatário não encontrado)
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Dia 12 - A pessoa que você mais odeia / mais te causou sofrimento

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Vide Carta 7.
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Dia 11 - Uma pessoa falecida com quem você queria conversar

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Uberaba, 05 de agosto de 2010

Pai,

Em dezessete anos de vida, acho que essa é a primeira vez que “nos falamos”, hã? Seria cômico se não fosse trágico, ouso dizer.

Às vezes eu fico pensando: por que será que você teve que ir embora tão cedo? A gente sempre tenta acreditar que pra tudo tem uma explicação, um motivo, essas coisas, mas isso eu não consigo entender. Por que você, ou o senhor, não está aqui conosco? Sua ida foi tão dolorosa. Embora eu não a tenha sentido, pois era muito novo pra me lembrar com clareza, sei que foi, para todos nós, pois você era uma pessoa muito querida, sei bem.

Ontem eu estava lendo aquele caderninho amarelo que você deixou escrito pra que nós lêssemos. Realmente, você foi uma pessoa muito enigmática. Enigmática e profética. Sei lá, quando minha tia diz que você foi um “espírito de luz”, que não era uma pessoa igual às outras, que tinha uma ligação diferente com Deus e essas coisas... tenho medo de quase acreditar. Não é possível uma pessoa predizer coisas incertas com tanta precisão. Como pode alguém profetizar a própria morte?

Bom, isso não importa. Sei que li aquelas anotações ontem e me emocionei, de certa forma. Também fico feliz por saber que estou seguindo os aconselhamentos que você nos deixou, na medida do possível e do meu alcance.

Às vezes fico pensando... Como seria a nossa relação se você fosse vivo? Minha relação com a minha mãe é de uma amizade imensurável, de acordo com o que você, novamente, já havia dito quando a gravidez inesperada que me gerou surgiu: “Esse menino é quem vai cuidar de você”. Meu irmão já existia, mas você não disse “Você vai ter dois filhos pra cuidar de você”, não. “Esse menino é quem vai cuidar de você”. Que coisa fantástica, pra não dizer espantosa.

Noutras vezes eu acho que até sinto saudade. Não sei se saudade é a palavra mais apropriada, pois eu nem me lembro de você, apenas muito vagamente, e não dá pra sentir saudade de uma coisa assim tão abstrata. Mas falta, sim, você faz. Como já disse, não sei se nos daríamos muito bem, visto que seríamos um tanto diferentes, em vários aspectos. Será que você me expulsaria de casa quando descobrisse que eu sou gay? Ou teria vergonha de mim? Ou eu teria vergonha de você? Ou eu nem seria assim? E se? E se? Tanta coisa poderia ser diferente, não é? Tsc...

Não sei se posso dizer que te amo, afinal não te conheci muito bem, mas posso dizer que te admiro. Muito mesmo. Por ter sido um homem honesto, justo, trabalhador, honrado, por nunca ter deixado nos faltar nada, por ter sido um pai dedicado... Essas coisas.

Minha tia Fátima, sua irmã, diz que os sonhos são os espíritos vindo nos visitar. Sei lá se isso é verdade, mas a minha mãe sempre sonha com você. Sempre. E, se minha matemática não falha, semana passada foi a terceira vez, em dezessete anos, que você veio me visitar. Seja lá onde você estiver, seja lá isso verdade ou mentira, seja lá o que for, visite-me mais vezes. Uma pena não podermos trazer os mortos de volta à vida. Se esse desejo me fosse concedido, eu o traria sem pensar duas vezes.

Não sei que advérbio usar para me despedir, tudo me soa muito formal. Então que você, ou senhor, não sei como gostaria de ser tratado, esteja bem, onde quer que esteja. Um abraço.

Natan

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2 de ago. de 2010

Dia 10 - Alguém com quem você não conversa tanto quanto gostaria

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Uberaba, 02 de agosto de 2010

Querido Marcello,

Olha que audácia, hein? A gente não é tão próximo assim, mas quando eu li esse Day 10 na ideia original do projeto você foi a primeiríssima pessoa que me veio à cabeça, rs.

Como diria minha mãe, eu tenho simpatia gratuita por você. Desde as primeiras vezes em que eu fui à Visions of Atlantis, logo que eu baixei o Trinity e achei todas as músicas incrivelmente iguais, que também foi quando conheci o Gustavo, o Alex, o Yuri... Enfim, desde aquele tempo.

Aquele dia em que a gente tava conversando e você me contou a história do “ouço os peitos” eu ri demais. Fiquei sei lá, imaginando você com a cabeça nos peitos da muié na sala de cinema. Minha imaginação é podre, indeed.

Mas então, ó, acho você uma fofura. Uma gracinha mesmo. Inteligente, bom de prosa, educado, tem bom gosto, é bom moço, apesar de mentir pros pacientes e conta só até o 3 ao invés de contar até 10 na hora de colocar os ossos deles de volta no lugar... Essas coisas.

Quando você estiver fazendo sucesso internacional com o WATP (tá com eles ainda?) ou whoever, não esqueça da zamiga do interior do Brasil e vemprak dançar na Expozebu (NÃO FAÇA ISSO JAMAIS).

Manda 1bgs pra Fernanda!

Naytan

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