Uberaba, 21 de julho de 2010
Prezado senhor vizinho da casa da frente,
Olha, eu não sei seu nome, não sei seu telefone, não sei se tem filhos, ou esposa, assim como eu não sei você trabalha ou se tem hemorroida. Não sei absolutamente nada sobre você, mas, mesmo assim, estou tomando a liberdade de escrever essa cartinha ao senhor.
Você ou sei lá quem estava reformando essa casa, né? Parabéns, viu? De muito bom gosto a reforma, ficou excelente! Coisa boa é ter dinheiro. Embora eu não te veja muito por aqui, espero que você esteja fazendo bom proveito.
Bom, não vou me estender muito na conversa porque não temos muito o que conversar. Mas que fique aqui registrado que você foi o vizinho mais gostoso que eu já tive EVER. E que aquele dia em que você apareceu ao portão, só de calça jeans e óculos escuros com aquela cara fechada e que, quando eu olhei, deu um sorriso maroto (ok, isso foi por minha conta), você me seduziu pra sempre. E que naquela noite você povoou meus sonhos eróticos. E é uma pena que eu não tenha visto essa miragem que é o senhor (você não é um “senhor”, mas é o respeito) mais vezes, porque... bem... ÔÔÔ AQUI EM CASA, VIU?!
Enfim, boa noite.
Bom, não vou me estender muito na conversa porque não temos muito o que conversar. Mas que fique aqui registrado que você foi o vizinho mais gostoso que eu já tive EVER.
E que naquela noite você povoou meus sonhos eróticos. E é uma pena que eu não tenha visto essa miragem que é o senhor (você não é um “senhor”, mas é o respeito) mais vezes, porque... bem... ÔÔÔ AQUI EM CASA, VIU?!
MOOOOOOOOORTA! KKKKKKKKKK